O Futuro dos Eventos: a digitalização do entretenimento no pós-pandemia

Entenda os movimentos de adaptação do mercado do entretenimento e shows ao vivo depois da pandemia de COVID-19.

O Futuro dos Eventos: a digitalização do entretenimento no pós-pandemia

A Digitalização do Entretenimento | Talks for Fun T4f

 

A digitalização do mercado musical já estava em franco crescimento com o avanço do streaming e da economia do acesso. Há algum tempo ninguém paga mais pela posse da música, e sim pelo acesso a ela. Por isso, entender esse movimento ajuda a enxergar o futuro dos eventos ao vivo.

Além disso, outras questões mostram que o ambiente digital é o novo palco musical da nossa era. Entre elas, distribuição digital, ferramentas de criação de música a partir da própria casa e o uso massivo das redes sociais para divulgação de músicas.

 

A pandemia acelerou ainda mais esse processo de trazer a maior parte da indústria musical para o online.

 

Até 2020, os shows ao vivo eram o último braço da cadeia produtiva da música ainda majoritariamente fora do digital. Ao mesmo tempo, concentravam a maior parte da receita dos artistas.

Então veio a pandemia, e as lives dominaram a internet de maneira global, embora já existissem desde os anos 80 com o Live Aid. No entanto, deram muito pouco ou quase nenhum retorno financeiro para a maioria dos artistas.

 

Entendendo o presente…

Como o mercado do entretenimento e dos shows ao vivo está se adaptando depois dessa digitalização? Para entender esse cenário, trazemos alguns destaques de uma conversa sobre o assunto. Nossa cofundadora e diretora criativa, Juli Baldi, conduziu o papo com Marcelo Beraldo, Diretor de Conteúdo da T4F e Coy Freitas, Diretor Artístico da Twitch Brasil, para o primeiro Talks for Fun.

 

Para Coy Freitas, nada vai superar a experiência ao vivo. Ele considera que as lives são uma nova forma de consumir música e de participar de novas experiências. Ainda assim, não substituem a catarse coletiva de um show. 

 

“Os recursos das plataformas [digitais] são infinitos e dá pra você proporcionar experiências diferentes e complementares às do show ao vivo’’, diz Coy.

 

Marcelo Beraldo destaca a experiência coletiva inigualável de shows e festivais. Além disso, lembra que a apresentação em espaço físico representa 60% da receita do mercado, uma quantia considerável para a indústria da música. 

 

Além disso, no Brasil, as lives que estão sendo financeiramente viáveis são basicamente aquelas que contam com patrocínio de grandes marcas. Ou seja, a venda de ingressos para assistir shows online ainda representa muito pouco, o que também reflete o show business no Brasil.

 

“Música ao vivo no Brasil sem patrocínio é inviável, enquanto lá fora, em mercados mais maduros, ela se sustenta muito bem com venda de ingressos.”, pontua Marcelo.

 

Algumas iniciativas no âmbito independente brasileiro não se deixaram abater pela impossibilidade de estar presente fisicamente. A versão digital do festival Se Rasgum imitou um programa de TV. Assim, o festival transmitiu tudo pelo próprio canal no YouTube e pelo portal da SIM São Paulo.

Da mesma forma, a própria SIM São Paulo criou uma comunidade inspirada em rede social e as palestras e encontros aconteceram dentro dessa plataforma. Em resumo, ambas utilizaram recursos tecnológicos disponíveis atualmente para driblar os efeitos da pandemia no mercado da música.

 

…para propor o futuro dos eventos

 

Para o futuro dos eventos, a perspectiva é de um modelo híbrido, em que as duas iniciativas se complementam e se retroalimentam. Ou seja, as lives ajudam a divulgar os shows, e parte da receita dos shows ajuda a melhorar as lives.

 

Nesse aspecto, Beraldo prevê palcos digitais dentro dos próprios festivais ao vivo com a chegada da internet 5G. Assim, a experiência desses festivais fica ainda mais forte. Poderão existir mais conteúdos digitais em eventos físicos, como o holograma do rapper 2pac no festival Coachella, por exemplo.

 

Já Coy Freitas aposta no storytelling para criar as estratégias do mundo musical nas diversas formas e possibilidades de se contar histórias com música. Afinal, a curadoria da programação de um bom festival segue uma narrativa, e dá para potencializar isso. Esse raciocínio também vale para quem pensa em marcas em festivais.

 

“A gente sempre esteve contando histórias, e tendo a música como aquele elemento da magia que gera emoção, que cativa, que abre espaço no coração e planta aquela memória inesquecível desses momentos”, comenta Coy.

Ele acrescenta que precisamos estar atentos a todos os recursos tecnológicos disponíveis no momento presente para criar as experiências mais incríveis que pudermos.

 

Para Juli, explorar formatos além do presencial traz outra vantagem: a democratização da cultura. Além disso, amplia o público do artista e do evento, e ganha escala. Quem quer se aprofundar nisso pode ler também sobre as lives e os direitos autorais.

 

Confira o papo completo entre Juli, Coy e Beraldo no canal do Youtube da T4F:

 

Portanto, de onde estamos hoje dá para vislumbrar um futuro com a música permeando cada vez mais a vida das pessoas, e de diversas formas.

Para o Bananas Music, essa transformação do mercado musical fortalece ainda mais a nossa missão. Afinal, a gente trabalha para entender essa dinâmica de possibilidades e usá-las com estratégia, conectando pessoas e marcas através do music branding.

 

Se você quer conhecer nossas propostas para projetos e estratégias de música para marcas, fale com nosso time aqui . Ficaremos felizes em ajudar 🙂

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