A Evolução da Música Eletrônica no Brasil

 

 

Os primeiros DJs a ganharem projeção

 

Desde os anos 90, temos no Brasil grandes DJs e produtores de dance music, e alguns foram responsáveis por lançar muitas músicas importantes para o mercado, várias delas exportadas e reconhecidas mundo afora. Alguns desses nomes são DJ Meme (que produziu a maioria dos artistas pop brasileiros nas últimas décadas, além do remix do hit “Estou Aqui” da Shakira), Renato Cohen (com sua música “Pontapé”, que quando tocada pelo DJ britânico de techno Carl Cox ganhou o mundo), Anderson Noise, Mau Mau, XRS Land e por fim DJ Patife e DJ Marky, dois artistas que fizeram o gênero drum’n’bass acontecer tanto no Brasil como na Europa. É importante lembrar que DJ Marky lançou também o seu maior hit, “LK”, uma regravação de uma música de Jorge Ben Jor e que essa track foi tocada por mais de 10 anos nas pistas de todo o mundo.

 

 

DJ Marky

  

Porém, no passado, eram poucos que conseguiam dar esse “pontapé” inicial e conseguir ter reconhecimento com o seu material autoral, numa época onde apenas os gringos eram valorizados na nossa terra. DJ brazuca (infelizmente) não era headliner nos eventos dentro do Brasil. Ao mesmo tempo, a maioria dos DJs brazucas não valorizavam a pequena cena local tocando as músicas produzidas aqui, a não ser as que viravam grandes hits por conta das rádios. E resumindo: antigamente para um club ou evento bombar (de verdade) era necessário recorrer aos grandes artistas internacionais.

 

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Os grandes eventos começam a acontecer no Brasil

 

 

Skol Beats

 

Os grandes eventos começaram a surgir por aqui e o Skol Beats foi o marco inicial. Com sua primeira edição em 2000 em São Paulo, foi o primeiro grande festival de música eletrônica que aconteceu no Brasil, sendo realizado por diversos anos até 2008. Vieram grandes artistas como Basement Jaxx, Justice, Armin Van Buuren, Steve Angello, Miguel Migs, Pendulum, Christian Smith, Dubfire, The Youngsters, Green Velvet, Derrick May e muitos, muitos outros, além de ter os brasileiros Marky, Anderson Noise, CIC, Fabricio Peçanha e DJ Andy no line-up.

 

Bandas e grandes nomes mundiais do gênero passaram a incluir o Brasil em sua rota para grandes turnês, como Moby, The Chemical Brothers, Groove Armada, The Prodigy, Air, Gorillaz e o inesquecível show do Daft Punk no Tim Festival em 2006. Tivemos o pai da house music do mundo Frankie Knuckles, (falecido há 6 anos) tocando também no Tim Festival em 2005. E em 2004, Fatboy Slim repetiu na Praia do Flamengo, no Rio, o que podemos chamar do primeiro grande festival de música eletrônica no mundo, “Big Beach Boutique”, que aconteceu em Brighton Beach no Reino Unido. Assista um trecho aqui. Esse evento histórico inspirou todo o mercado de shows a apostar no potencial da música eletrônica para grandes massas, no mundo e também no Brasil, abrindo assim todas as portas possíveis para a produção de eventos. 

 

No Rio de Janeiro, festivais como a Bunker Rave e o Chemical Music Festival surgiram, se consolidando e fazendo história. Grandes clubs como a Bunker em Copacabana e o Manga Rosa e L.O.V.E. em São Paulo foram muito importantes para o fortalecimento da cena eletrônica também.

 

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Grandes hits brazucas 

 

 

Felguk em 78o no Top 100 DJs da DJ Mag

 

No meio da década, vimos o crescimento exponencial de outros dois grandes artistas brasileiros: Gui Boratto e o duo Felguk. Felguk foi o primeiro artista brasileiro a entrar no disputado ranking Top 100 DJs da revista inglesa DJ Mag e a permanecer por alguns anos na lista, enquanto Gui Boratto ganhava o mundo com seu álbum “Chromophobia” (2007), lançado pela Kompakt, que apresentava o hit “Beautiful Life. Logo depois, ele foi convidado para remixar artistas como Massive Attack, Wankelmut, Booka Shade e Agoria. Muitos não sabem, mas Gui Boratto já produzia músicas do segmento pop e dance nos anos 90, como a banda Sect.

 

Na mesma época, DJ Meme lançou o maior hit de sua carreira, “Chanson Du Soleil”, onde a primeira versão teve os vocais de Rogério Flausino e que foi inspirada nas manhãs que o DJ tocava no club Privilège, em Búzios, se tornando um dos maiores sucessos no país. DJ Meme foi também convidado para integrar a Def Mix, empresa de agenciamento de carreiras que tem no casting os grandes nomes da house music no mundo. 

 

Carlo Dallanese, que foi DJ residente do club Sirena em Maresias, lançou “Monday”, um dos grandes hits das pistas daquela época. E Tiko’s Groove foi responsável pelo hit pop “I Don’t Know What To Do”, que viralizou nas pistas por ter entrado na trilha sonora de uma novela da Rede Globo.

 

Já o paulista Joe K revisitou a clássica “Born Slippy”, da banda Underworld, com sua versão sendo lançada oficialmente e chegando em 1o lugar no chart principal do Beatport, site de venda de músicas voltado para DJs. E o produtor Deeplick produziu o primeiro remix para “Ai Ai Ai” de Vanessa da Mata, se tornando mais tocado do que a versão original.

 

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Sensation, Ultra, Tomorrowland e EDC realizam edições no país

 

 

Sensation White

 

Logo depois, os grandes festivais internacionais começavam a aportar no Brasil. Sensation White, trazido pela Skol, praticamente não tinha brasileiros em seu line-up. Em seguida vieram Creamfields, EDC - Electric Daisy Carnival, Electric Zoo e os esperados Tomorrowland e Ultra (onde a segunda edição em São Paulo trouxe Swedish House Mafia, Major Lazer, Alesso e a banda New Order - e foi foda!). Vieram também os festivais voltados para a música underground como o Sónar (com Hot Chip e The Chemical Brothers como headliners), DGTL, Time Warp e Dekmantel (que teve a apresentação da banda brasileira Bixiga 70).

 

O Rock In Rio, que sempre inovou com seu palco eletrônico desde a edição em 2001 (quando trouxe ATB, Westbam e Ferry Corsten), a cada edição surpreendia mais. Em 2013 flertaram com a música brasileira ao criar o tributo ao músico Lincoln Olivetti. Colocar o David Guetta para tocar no palco principal do festival em 2015 foi muito importante para o mercado e abriu muito as portas do gênero para o público em geral. O grande marco foi em 2019, quando Alok tocou também no palco principal e o lançamento do novo palco New Dance Order, numa produção jamais vista igual no país e que chamou mais atenção do que o próprio palco principal.

 

E o Lollapalooza Brasil, que trouxe Calvin Harris (que raramente toca em festivais) na edição de 2015, passou cada vez mais a aumentar o percentual dos artistas do gênero em seu line-up. 

 

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Alta do dólar x Mudanças x Novos Artistas Brasileiros

 

 

ANNA

 

Só que aí vieram as mudanças econômicas no país. Por volta de 2013 a 2015, aconteceu a grande alta do dólar, que prejudicou bastante o mercado, os clubs e festivais na hora de “importar” o talento gringo, tão necessário na época como as grandes atrações dos eventos. E em paralelo, uma quantidade de novos talentos começou a surgir no Brasil, lançando músicas tão boas quanto os lançamentos internacionais. E assim, misturando as raízes do gênero com o groove característico brasileiro, aumentando o interesse dos próprios DJs e do público antenado para os talentos nacionais.

 

A partir daí as coisas começaram a mudar rapidamente. Outros DJs brasileiros começaram a figurar no ranking da DJ Mag, além do Felguk. Alok, Vintage Culture e Cat Dealers estreavam pela primeira vez por lá. Clubs brasileiros entraram também para o ranking Top 100 Clubs da DJ Mag como Warung, Laroc, D-Edge e o Green Valley (em Balneário Camboriú), que se tornou o número 1 por diversos anos seguidos. O Green Valley se tornou também o club preferido em todo o mundo por DJs como Carl Cox, Erick Morillo e Steve Angello. 

 

DJs e produtores da cena underground como ANNA, Joyce Muniz, Victor Ruiz, Eli Iwasa e Wehbba, além de Gui Boratto, estabeleceram suas carreiras fora do país também.

 

E Alok e Vintage se tornaram os dois principais artistas do Brasil, alcançando o status de ídolos e arrastando multidões de fãs para as suas apresentações, ou melhor, para os seus shows... Quem diria que apresentação de DJ brasileiro um dia seria chamado de "show", hein? E aí começaram a surgir muitos artistas talentosos com uma grande base de fãs e apresentando grandes músicas, como FTampa, Cat Dealers, Illusionize, Chemical Surf, Chapeleiro, KVSH, Dubdogz, Bhaskar, Tropkillaz, Pontifexx, JØRD, Evokings, Beowülf e muitos outros.

 

As festas eletrônicas também se adaptaram à nossa cultura: o que era conhecido por "night” e “balada” virou “day party” e "sunset”. O nome manjado “rave” virou “open air”, assim como a criação e a explosão dos festivais e grandes eventos em território nacional como o Universo Parallelo, Xxxperience, Warung Day Festival, Kaballah, Tribaltech, Tribe, Love Sessions, Rio Me e a volta da saudosa Bunker Rave, sob o novo nome Bunker Festival. 

 

Nesse período, o Sul do Brasil se tornou o coração do gênero no Brasil. Foi criada a Só Track Boa, label de Vintage, que se estabeleceu como a principal festa eletrônica itinerante atual em todo o Brasil. E artistas começaram a se apresentar em festivais mais populares, como Alok e Jetlag no Villa Mix e Cat Dealers no Festeja.

 

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A criação de todo um mercado

 

 

Rio Music Conference

 

Todo um mercado começou a ser criado no Brasil. Cursos e escolas de produção musical e consultoria como a Aimec, a Make Music Now e a Academia de Marketing para DJs surgiram e se consolidaram para atender a enorme demanda por especialização no assunto. 

 

Diversos veículos surgiram como House Mag, Phouse, Play BPM (que se chamava Play EDM), Wonderland in Rave e Alataj, além da chegada das gringas Mixmag e da DJ Mag no país. Isso sem contar a pioneira DJ Sound, que está no mercado há 29 anos e o extinto portal Rraurl, que foi grande referência. E é importante citarmos o primeiro livro dedicado ao mercado e à profissão do DJ no Brasil, “Todo DJ Já Sambou”, da jornalista Claudia Assef. Compre aqui.

 

Um dos momentos cruciais para o fortalecimento e união da música eletrônica no Brasil foi o surgimento do RMC (Rio Music Conference), com sua relevância fundamental para o mercado, fundado pelo empresário da indústria criativa Claudio da Rocha Miranda Filho. O RMC é uma conferência com painéis, workshops e 5 dias de festas, inspirados nas icônica Winter Music Conference de Miami e Amsterdam Dance Event da Holanda, que assim como os dois eventos, acontece anualmente. Em 2018, o RMC se mudou para São Paulo e passou a se chamar BRMC (Brasil Music Conference). No Rio, os 5 dias de festas pós-congresso viraram Rio Music Carnival com um headliner até então nunca imaginado, que foi sold out sempre na abertura das vendas: Dennis DJ. Como artista de funk e autor dos principais hits do gênero no Brasil e de sua concorrida festa autoral Baile do Dennis, ele não deixa de utilizar a música eletrônica em suas produções nem em seus shows.

 

As agências de DJs foram crescendo e algumas foram surgindo para atender a demanda da venda de shows para o Brasil e para o mundo. Além da Plus Network (ex-Plus Talent), uma das pioneiras, surgiu a Entourage, Nova Bookings, Artist Factory, Box Talents e Alliance Artists.

 

Profissionais passaram a exercer trabalhos específicos para artistas do gênero, como o designer VA - Vinícius Araújo - responsável pelas artes de muitos DJs em todo o país; os fotógrafos Fabrizio Pepe e Wanderson Monteiro; os curadores artísticos que cuidam do line-up de clubs e eventos, como Paula Miranda no Privilège; produtoras audiovisuais como a Eyedrop que começaram a gravar os primeiros after-movies dos festivais e o carioca Diogo Camargo, que passou a fazer parte das filmagens do Ultra em todo o mundo; e jornalistas especializados no assunto como Claudia Assef, Rodrigo Airaf, Gabriela Loschi, Pollyana Assumpção, Flávio Lerner, Yohan Augusto, Victor Flosi e Luckas Wagg (in memorian).

 

Agências de marketing especializadas para artistas do gênero começaram a surgir também como a The Boreal Agency. Sites e perfis em redes sociais começaram a surgir. Muitos de zoeira como o “Porra DJ” no Twitter, “Que Loucura Padrinho” e “Só Meme Boa” no Instagram, além do “Vibe Infinita” no Youtube e o podcast “Depois do After”.

 

Canais de curadoria musical eletrônica no Youtube e Spotify começaram a surgir na Europa, virar referência e ganhar milhões de inscritos, como Selected, This Is, Majestic Casual, Proximity e Blanc, que incluem em grande parte do conteúdo produções e remixes de artistas brasileiros. 

 

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O “Brazilian Bass”

 

 

Alok

 

O Bigroom, gênero que predominava no mercado eletrônico na década passada começava a entrar em declínio e saturação em todo o mundo. Foi então criado o movimento do Deep House brazuca, o chamado “Brazilian Bass”, idealizado por Alok. 

 

[ BIGROOM - som voltado para as massas, para ser tocado em grandes festivais e main stages de festivais, que mistura o electro e o progressive house em kicks e drops explosivos e empolgantes, barulhentos e que se baseiam em sons que lembram buzinas e o caos ] 

 

Depois veio o Low Bass, a “sonoridade do Kungs, alegre e solar” que explodiu com o hit “This Girl”, o Desande, a explosão do tech-house, os remixes de clássicos da MPB e as novas produções cantadas em português, que finalmente fazem parte dos sets dos DJs, ao contrário do passado onde rolava uma grande resistência e até preconceito. E o psy trance reinventado e bombando de novo (agora chama-se "prog").  

 

O Brazilian Bass passa a ganhar força quando Tiësto lança, junto com o duo Sevenn o hit “Boom”, em sua gravadora Musical Freedom, utilizando a sonoridade lançada no Brasil e levando para o mundo.

 

Ao mesmo tempo, outros artistas focados em sonoridades diferentes e menos populares do gênero surgem criando ótimas músicas e referências, como Fatnotronic, Boss In Drama, DJ MAM, Omulu e ÁTØØXXÁ.

 

E o preconceito dos DJs com os gêneros mais populares passou a ficar de lado, quando Chuckie tocou uma música de Luan Santana no Green Valley, e quando Hardwell tocou o hit de funk “Baile de Favela”, do MC João no Carnaval em todo o Brasil, lançando posteriormente seu remix oficial para a música. Desde então, diversas sonoridades e gêneros passaram a ser incluídos nos sets de muitos DJs de música eletrônica, como hip-hop, funk, rock, sertanejo e o tecnobrega. Quem diria que ouviríamos os DJs tocando “Evidências” de Chitãozinho & Xororó, “Ripa na Xulipa” de Rabo de Saia, “Secretária” de Amado Batista e “Baby Shark”, que tem até remix do americano Jauz? A zoeira agora é sempre bem-vinda! 

 

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Os selos e gravadoras

 

 

Ilustração do Austro Music, selo da Som Livre

 

Com todo o movimento acontecendo, com a quantidade de músicas sendo lançadas e novos artistas surgindo, começaram a surgir os primeiros selos independentes nacionais e isso começou a chamar a atenção das majors no Brasil, que são as grandes gravadoras (Sony, Warner e Universal).

 

A Trama foi a primeira gravadora a lançar lá na época do Skol Beats os primeiros singles, álbuns, DVDs e compilações do gênero. Fieldzz, Paradoxx e Spotlight lançaram as principais coletâneas de dance music internacional dos anos 90.

 

Mas voltado para o novo mercado nacional, surgiram a Mix Feed (que começou como uma conta no Soundcloud), Up Club (do Alok), Sublime Music, Braslive e O Problema É Grave, entre outros, além do Austro Music, aposta da gigante Som Livre no mercado nacional em 2016 e da HUB Records, da Sony Music, em 2018.

 

A Skol lançou seu selo em 2015 também, o Skol Music, que tinha três segmentos, um deles voltado para a música eletrônica (“Buuum”), com direção de Coy Freitas. Outras gravadoras como a Universal Music começaram a contratar artistas como Bruno Martini, CIC, Elekfantz, Selva e, Liu e a lançar selos também como Aftercluv e Liboo.

 

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A virada de chave e as conquistas

 

Tudo isso fez mudar de vez o line-up das festas e também os set lists dos DJs brasileiros: hoje em dia vemos festivais onde os headliners são os brasileiros e onde os gringos deixaram de ser os únicos protagonistas. E festivais internacionais como o Tomorrowland, em que os brasileiros estão indo tocar com muito destaque e muitos no Main Stage.

 

Como citamos, temos grandes produções aqui como “Hear Me Now” de Alok, Zeeba e Bruno Martini (lançada pela Spinnin’ em 2016), até então considerado o maior hit da música eletrônica nacional, com praticamente 1 bilhão de streams nas plataformas digitais. Outros hits produzidos aqui se tornaram mais importantes que os sucessos internacionais dos principais charts mundiais, sendo as mais tocadas nas pistas e presente nas playlists do público brasileiro apaixonado por música eletrônica. 

 

Artistas brasileiros começaram também a ser convidados para assinarem collabs e produzirem remixes para os gringos. Cat Dealers com Goldfish, Redfield, R3hab e Sam Feldt; Beowülf com Skazi; Vintage Culture com Jorja Smith e Bob Sinclar; JØRD fez remix para o Galantis; FTampa fez para Pink; Shaggy e Sting elegeram Tropkillaz para remixar “Don’t Make Me Wait”; E Alok foi convidado para remixar Mick Jagger, Dua Lipa e Meduza.

 

Ao mesmo tempo, brasileiros começaram a ser contratados para lançar suas músicas nos principais selos internacionais como Armada, Toolroom, Axtone, Cajual, Get Physical, Defected e Spinnin’ - maior selo eletrônico do mundo, que depois de ser adquirida pela Warner Music começou a ficar de olho no mercado nacional e a lançar músicas de diversos artistas. Alguns deles foram Alok, Vintage Culture, Dubdogz, LOthief, Cat Dealers, Felguk, Bhaskar, Dux e Volkoder.

 

E no Brasil, DJs começam a fazer também parcerias e remixes para artistas da MPB. Bruno Martini com Tribalistas; Felguk e Cat Dealers com Vanessa da Mata; Le Dib e Diskover com Vitor Kley;  Manimal com Mahmundi e Lagum; Bhaskar com Silva e Anitta; Shapeless com Maria Gadu; Zerb com Giulia Be; Dubdogz e Bruno Be com Skank; Clubbers e Joy Corporation com Jota Quest, e Vintage Culture fazendo remixes para Charlie Brown Jr e Cazuza.

 

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As lives e o momento atual

 

Vintage Culture e suas lives semanais

 

Não só no offline, começaram a surgir projetos online como o Boiler Room e Cercle, onde DJs são convidados para tocar sozinhos ou para poucas pessoas, sempre ao vivo pela internet. No Brasil, aconteceram duas edições do Boiler Room (em Recife e no Rio) e uma do Cercle, no Pão de Açúcar, com o duo ARTBAT.

 

Isso certamente serviu como inspiração para o momento atual com a pandemia em todo o mundo e os DJs (os brasileiros principalmente) foram os primeiros artistas a começarem a fazer as lives na internet, antes de todos os artistas de outros gêneros musicais. 

 

Esse ano teríamos muitos eventos. Resta saber quando a quarentena vai terminar, quando a pandemia vai passar e quando os eventos voltarão a ter autorização para acontecer novamente.